28.2.11

amor

28 e fevereiro: hora de guardar as lágrimas e acreditar que você está em um lugar melhor. aqui continuo, bravamente e covardemente. eu amo você.
 
 

27.2.11

Epitáfio


não devemos tolerar a diferença, devemos amar o outro como se fosse nosso eu, sem preconceitos e sem causar dores através do gracejo e da piedade. o que as pessoas precisam é de amor, vida, oportunidades de mostrar o que há por dentro, por detrás de espessas paredes de amargura e feridas.


"Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais e até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído?
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr."


25.2.11

Personalidades


Quem me conhece sabe que eu tenho verdadeira obcessão por testes. Alguns são legais, outros meio randômicos. Eu diria que esse fica em um meio-termo. Teste das Cores, ENJOY!

Link: http://www.bne.com.br/cores/default.asp

Meu resultado:
Como você opera, age, frente aos seus objetivos e desejos:
Ocupa-se fácil e rapidamente com qualquer coisa estimulante. Preocupado com coisas de natureza intensamente emocionantes, sejam elas estimuladas por erotismo ou por outro meio. Quer ser considerado como sua personalidade emocionante e interessante, com influência totalmente encantadora e impressionante. Usa táticas inteligentemente para não prejudicar suas possibilidades de sucesso ou solapar a confiança adquirida.

Suas preferências reais:
Busca seus objetivos e seu interesse pessoal com obstinada determinação; recusa-se a meios-termos ou a fazer concessões.

Sua situação real:
Tem altas exigências emocionais e está disposto a envolver-se numa relação íntima, mas sem grande profundidade de sentimento.

O que você quer evitar:
Interpretação fisiológica: Tensão resultante do esforço para ocultar preocupação e ansiedade sob um manto de autoconfiança e despreocupação . Interpretação psicológica: A situação atual é desagradável. Sente-se solitário e inseguro, já que tem uma necessidade insatisfeita de se aliar a outros cujos padrões sejam tão elevados quanto os seus, e quer sobressair acima do comum. Esta sensação de isolamento exagera a necessidade, transformando-a num impulso irresistível, ainda mais perturbador para sua auto-suficiência devido ao controle que normalmente se impõe. Como quer demonstrar a qualidade singular do seu próprio caráter, tenta esconder a falta que sente da presença de outras pessoas e finge uma atitude de despreocupada autoconfiança para ocultar seu medo de desajustes, tratando com desprezo os que criticam seu comportamento. Todavia, debaixo dessa aparência de indiferença, realmente anseia pela aprovação e estima dos outros. Em suma: Desapontamento aparentando indiferença.

Seu problema real:
Grandemente impressionado pelo que é singular, original e por pessoas de características notáveis. Procura assimilar as qualidades que admira e demonstra originalidade em sua própria personalidade.


ps.: discordo de 72% disso.

22.2.11

The end is not as fun as the start


hoje queria você aqui comigo. e tudo mais que queria dizer estou dizendo aqui dentro, aqui fora com olhos úmidos e coração doído. mas sei que você está em um lugar bom e eu continuarei, de alguma forma. só não quero ficar sozinha.


8.2.11

Jim Parsons em linda campanha :)

Olhos fechados para não ver

"[...] Se eu to alegre
Eu ponho os óculos e vejo tudo bem
Mas se eu to triste eu tiro os óculos
Eu não vejo ninguém
[...]
Por que você não olha pra mim?
Por que você diz sempre que não?
Por que você não olha pra mim?
Por trás dessa lente tambem bate um coração." 

Paralamas do Sucesso - Óculos

7.2.11

Geração pós moderna, por Frei Betto


Transcrevo um texto publicado na Folha de São Paulo em 12 de junho de 2007, escrito por Frei Betto, autor instigante. A crítica feita é primorosa e vai de encontro às mazelas que nossa sociedade - vazia - enche-se e acaba por definhar: ostentação demasiada à beleza e bens materiais em detrimento de valores morais/sociais e auxílio ao próximo, só para dar início a uma lista infindável. Espero que degustem e reflitam, assim como o fiz - ou tentei.


"A pós-modernidade não nega a modernidade; antes, celebra suas conquistas, como o positivismo entranhado nas ciências, a razão tecnocientífica a pontificar sobre a intuição e a inteligência, o triunfo do capitalismo em suas versões neoliberal e, agora, neofascista, contrapondo, por via da guerra, o fundamentalismo econômico – o capital como valor supremo – ao fundamentalismo religioso.

Frente ao darwinismo socioeconômico, a cultura mergulha em profunda crise. Os valores monetários do mercado se sobrepõem aos valores morais da ética. Os grandes relatos se calam, a história como processo se desacelera, as ideologias críticas agonizam. O futuro recua perante o imperativo de perenização do presente. Tudo se congela nessa idéia absurda de que a vida é ‘aqui e agora’. A velhice é encarada como doença e a morte como abominação. A felicidade é reduzida à soma de prazeres e os bens finitos mais cobiçados que os infinitos.

Sabe-se o que não se quer, não o que se quer. As utopias ruíram com o Muro de Berlim. Maio de 68 não logrou expandir-se além das fronteiras do corpo liberto do peso da culpa. Os projetos revolucionários quedaram como a estampa do Che pregada na parede ou reproduzida na camiseta. “E há tempos nem os santos têm ao certo / a medida da maldade. / Há tempos são os jovens que adoecem. / Há tempos o encanto está ausente. / E há ferrugem nos sorrisos. / E só o acaso estende os braços / a quem procura abrigo e proteção,“ canta Renato Russo.

Hegel nos ensinou a pensar a realidade e seu discípulo, Marx, a transformá-la. Esqueceram-se do ensinamento bíblico de que é preciso mudar o coração de pedra em coração de carne. O novo, na ciência e na técnica, não fez novo o coração humano, agora assolado pelo sentimento de impotência, de fatalismo, de cinismo. É a cultura do grande vazio respirada pelos jovens de hoje. Caminham de Prometeu a Narciso e, no meio do percurso, deixam à margem o heroísmo de Sísifo. Não lhes importa que a pedra role ladeira abaixo, importa é desfrutar da  vida.

Capitulados diante das exigências de construir o novo, olvidados Hegel e Marx, as mudanças históricas sonhadas por minha geração de 68 agora se resumem ao corpo, à moda, aos gostos e caprichos individuais. Na prateleira, a literatura libertária é substituída por esoterismo, astrologia e auto-ajuda. Já que a sociedade é imutável, há que desfrutá-la. E já que não se pode mudar o mundo, ao menos há que encontrar terapias literárias que sirvam de vacina contra um profundo sentimento de frustração e derrota.

Na ânsia de eternizar o presente, buscam-se artifícios que prolonguem a vida: malhação, dietas, vitaminas, cirurgias estéticas etc. Urge manter-se eternamente jovem. Velhice, rugas, obesidade, cabelos brancos, músculos flácidos, perda de vigor juvenil e beleza física,  eis os fantasmas que amedrontam a alma lúdica, luxuriosa, de quem não sabe o  rumo a imprimir à existência. Como apregoa o Manifesto Hedonista (E. Guisan  1990), “o gozo é o alfa e o ômega, o princípio e o fim.”

Privatiza-se o existir, encerra-se num individualismo que se gaba de sua indiferença frente aos dramas alheios, e predomina a insensibilidade às questões coletivas. A ética cede lugar à estética. A política é encarada com nojo e, a vida, como um videoclipe anabolizado por dinheiro, fama e beleza.

Surge a primeira geração sem culpa, despolitizada de compromissos, repleta de jovens entediados, céticos, insatisfeitos, fragmentados. Geração de reduzida capacidade de maravilhar-se, entusiasmar-se, comprometer-se. Uma geração desencantada: "Vivo en el número siete, / calle Melancolia, / quiero mudarme hace años / al barrio de la alegria. / Pero siempre que lo intento, / ha salido ya el tranvía / y en la escalera me siento, / a silbar mi melodía" (J.Sabina).

Agora cada um tem a sua verdade e ninguém se incomoda com a verdade do outro. Nem se deixa questionar por ela. O diálogo face a face é descartado em favor do diálogo virtual via internet, onde cada parceiro pode fingir o que não é e disfarçar sua baixa auto-estima. Nas relações pessoais, inverte-se o itinerário de minha geração, que ia do amor ao sexo; agora, vai-se do sexo ao sexo, na esperança de que, súbito, desponte o milagre do amor.

Nesse nebuloso mundo pós-moderno, a visão é obscurecida. Perde-se a dimensão da floresta, avista-se apenas uma ou outra árvore. Assim, fica-se indignado com a violência urbana e clama-se pela redução da maioridade penal e pela pena de morte. Quem se indigna com a violência estrutural de uma nação que condena milhões de jovens à desescolarização precoce e ao desemprego?

Vale de (mau) exemplo a Justiça de Bush, que condenou a 100 anos de prisão o soldado que, no Iraque, estuprou e matou uma jovem de 14 anos. Enquanto isso, a chuva de bombas made in USA tira a vida de 700 mil iraquianos, sem distinguir inocentes, crianças e idosos. Quem haverá de pagar por tamanha atrocidade?"

6.2.11

linhas sensíveis


Existem horas que a tristeza aperta tão fortemente o peito que as lágrimas descem a qualquer momento e sem qualquer razão convincente a não ser tudo, tudo em seu somatório de caos e desgraça.

se eu pudesse eu sumiria. esses dias tem sido regados com um degradante cheiro de morte e tonteira, mesclados a pequenas epifanias estéreis que não resolvem nada, em absoluto.

decidi não contar mais, fechei minhas pétalas para alguns universos. se você não é convidada para sair, saia sozinha e delicie-se com sua sólida solidão e o fato de há mais de um ano ter sido cortejada por zero indivíduos - salvo exceção dolorosa. é o que fiz e provavelmente terei que perpetuar como nota comportamental. sabe o que é engraçado de relacionamentos? caso você saia com amigos ou ficante ou aliens você PRECISA estar feliz e bem para satisfazer a mesa. depressivos não são bem vindos, sua desesperadora sinceridade com o que desfaz a vida é digna de nojo. taí! é por isso que não me chamam para sair, desvendei o busílis.

poema que me define - definitivamente, embora espero que não em caráter ad infinitum:

"Cobre-lhe a fria palidez do rosto
O sendal da tristeza que a desola;
Chora - o orvalho do pranto lhe perola
As faces maceradas de desgosto.

Quando o rosário de seu pranto rola,
Das brancas rosas do seu triste rosto
Que rolam murchas como um sol já posto
Um perfume de lágrimas se evola.

Tenta às vezes, porém, nervosa e louca
Esquecer por momento a mágoa intensa
Arrancando um sorriso à flor da boca.

Mas volta logo um negro desconforto,
Bela na Dor, sublime na Descrença.
Como Jesus a soluçar no Horto!"

(Augusto dos Anjos - "Sofredora")


mundo, eu te odeio. sem mais.